segunda-feira, 31 de maio de 2010

Palavras ao vento.

Parece que tudo me falta, inclusive o ar.
Amo-te tanto e não consgio ver isso em teu olhar.
Suponho que me amas, mas onde está esta vontade de amar? Se entregar, doar cada gesto, cada olhar, cada palavra boa, um gesto de carinho, um único toque do qual me sinto tão distante.
Como posso criar, se é você minha inspiração? como posso ficar bem se meu coração está aflito? Aflito de amor, de paixão, de tesão...
Quero ser levada a sério, porque amor se leva a sério, pois é ele o único sentimento que de fato deve ser respeitado,seja ele como for, de que forma for e de qual intensidade for.
Me sinto sozinha as vezes. Meu Deus, é impossível que seja culpa minha, é impossível que somente eu veja..somente eu sinta... Não se pode sentir igual e agir tão diferente. Pois o amor é um somente, é igual para todos, em todos.
Em uma vida distante deve ter sido muito amada, que agora este amor me falta!... Não sei!
Não tenho mais forças para não amar, porque o que me constrói é o amor, que me traz vida e vontade de viver bem e melhor... tanto faz o tipo de amor desde que seja sincero e intenso.
Não quero me sentir sozinha, não quero apenas eu ser responsável por te ter e te ver. Quero ser amada, cuidada, sentir que cada olhar, cada palavra é levada asério pelo meu bem querer. que é quem eu confio e que quer me ver sempre e bem. Que não me vira o rosto e não me manda ir embora.
Não me conformo em sentir, ver e não falar. Não é justo. Não faz bem.
Se isso acontece se vive só. Não quero viver só.Não quero me sentir só. Se quisesse estaria só.Mas não é isso que busco.
Sinto falta de tua dedicação, tua insistência antiga. Teu romance ideal. Tuas alegrias pequenas e grandes. Sobre planos e serem traçados. Conversas sem fim.
Onde estão os assuntos hoje, dos quais tinhamos tanto?
Era bom conversar sobre tudo e todos. Onde foi parar o antigo você?
O que me conquistou. O que me atraiu e me convenceu? :)
Não me fala pensar que fui enganada. Não de novo.
Quero reatar o que está se perdendo, e os laços que antes parecia tão forte e que agora parece tão frágil.
Não quero tudo para mim, mas apenas me sentir mais completa, com tua força, tua seriedade e serenidade. Com teu amor.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pensamento

É o máximo de tudo que posso dar
Meu amor, como o Ar.
Procuro me abrigar em algo que me faça sorrir
Construir algo em que me faça acreditar
Que acertei em te buscar....

Será que tudo que busco em você pode me fazer feliz?
Em minha vida não saberia dizer. Não nessa vida!
Sinto o mundo inteiro me abraçar, mas não consigo abraçá-lo, se você não está perto.
Queria ter de fato uma chance de verdade contigo.
Tento de todas as formas te ter, te entender..
Me entenda!

O muro é alto, mas pode ser escalado.
Não acredito em alguém que diga que todos estão errados, pois de nada sabemos. Mas temos que acreditar no que temos, no que podemos construir e transformar.
Mas não se move nada de tão grande sozinho.
Momentos com quem se ama.
Momentos eternos
Momentos constantes
ORgulhosos e generosos momentos, onde nada se perde.
HEróis um do outro de histórias sem fim, com lembranças eternas.
Aventureiros do amor e da entrega total dele, paixão, prazer....

Um sonho de paz, que posso ao menos imaginar.
Imaginar que todos no mundo pensam em algo que acreditam de verdade e que tenham ao menos um amor para compartilhar, para levar pela vida toda, em toda parte.

domingo, 16 de maio de 2010

ÁFRICA

É IMPOSSÍVEL QUE CONTINUEM FECHANDO OS OLHOS PARA TAL ABSURDO! SÃO SERES HUMANOS COMO TODOS NÓS!
03/05/2010
Fome, como eu nunca tinha visto


JUBA (SUDÃO) – Fome. Eu já andei razoavelmente pela África para ver gente obviamente com fome, prostrada e sem energia nem mais para mendigar. Em Juba, eu vi algo novo, que só conhecia por imagens de TV. Crianças esqueléticas, obviamente com parcas chances de sobreviver, com moscas passeando pelo seu rosto, corpo curvado e pernas que parecem varetas. Aquelas crianças famosas da Etiópia, do Live Aid, do “We are the World”.
Elas existem ainda na África, é certo, mas são bem menos frequentes agora do que há 15 ou 20 anos. Para chegar às crianças famélicas, é preciso enfiar-se em terras de ninguém, vilarejos colados a desertos, aonde não chegam estradas, a centenas de quilômetros das cidades mais próximos. E ainda assim há uma época certa para esse macabro turismo da fome. A colheita tem de ter fracassado. Uma guerra precisa ter estourado. A chuva precisa não ter aparecido.
Juba, a cidade que em um ano mais ou menos será a capital do mais novo país do planeta, muda os conceitos de qualquer um bitolado nesses paradigmas. Em Juba eu vi a fome como nunca havia visto. No centro, a 10 minutos do aeroporto, ao lado de hotéis, lojas e restaurantes.
Só não foi uma surpresa completa porque a mulher responsável pela coordenação da ajuda humanitária da missão da ONU, Lise Grande, já havia me alertado. Altos funcionários da ONU geralmente morrem de medo de jornalistas e respondem platitudes qualquer que seja a pergunta, mas essa senhora, uma norte-americana, foi direto ao ponto. Mal havia começado a entrevista ela sacou um folheto com o título de “scary statistics”. Estatísticas assustadoras.

Sinta o drama:
-mais de 90% da população do sul do Sudão vivem com menos de US$ 1 por dia, o índice considerado a linha de pobreza;
-a fome atinge 45% da população. Destes, 18% sofrem de fome “crônica”, um estado mais perigoso;
-uma em cada sete mulheres grávidas morre por falta de assistência;
-um em cada dez bebês morre antes do primeiro aniversário; um em cada 7 morre antes do quinto aniversário;
-menos de 10% das crianças são vacinadas;
-apenas 6,4% da população têm acesso a esgoto tratado;
-apenas 1,9% das crianças completa a educação primária;
-92% das mulheres são analfabetas.
E, para ela a pior das piores estatísticas: uma garota de 15 anos tem mais chance de morrer dando à luz do que de completar o primeiro grau na escola.
Assustou? Esse é o futuro novo país, que já nascerá o mais pobre do mundo. E que muito provavelmente desabará num ciclo destrutivo de pobreza e guerra civil, se não houver ajuda externa.
Mas estatísticas são apenas estatísticas, e era preciso ver esse quadro de perto. Encontrei as pessoas que dão vida a esses números no Al-Sabah Children Hospital, no centro de Juba.
São apenas cem leitos, insuficientes para a demanda. Não há máquina de raio-x. A ventilação é insuficiente, então o jeito é passar as tardes calorentas no pátio, sentados embaixo de árvores, ou nos corredores.


Lá se reúnem mães com seus filhos esquálidos. Alguns de tão magros rejeitam a receita do Unicef para a desnutrição crônica, um composto de leite enriquecido com vitaminas e uma pasta de amendoim. Eles desenvolveram anorexia e choram toda vez que pinga uma gotinha em suas bocas.
Amuna, 45 anos, segura seu filho Lege, de 2 anos, no colo. “Não tenho comida nem trabalho”, diz, numa frase que se repete pelo ambiente.
Um garotinho de nome Emanuel, 1 ano, está assustadoramente desnutrido, o crânio inchado e os membros sem força para se manterem rígidos. Chora o tempo todo no colo da mãe, Mary, 30.

“Ele sofria de malária. Eu vivo sozinha desde que meu marido morreu”, afirma ela. O bracinho dele mede 6,5 cm de circunferência. Qualquer coisa abaixo de 12 cm já é estágio crítico de desnutrição.
Ronia Okote, um garoto de 1 ano de idade, teve, além da desnutrição, o acervo completo de doenças tropicais: febre amarela, malária, tifo. Mesmo assim, está há três semanas “internado”’ sobre um lençol no chão do hospital. Milagrosamente, sobreviveu e está melhorando. Já ganhou peso e deve ter alta em breve. Mas nunca se sabe quando precisará voltar.

Em um ano, volto a dizer, Juba deve ser capital de um novo país, se os habitantes dos dez Estados do sul do Sudão disserem “sim” à independência num plebiscito. Uma nação com dez milhões de habitantes, com área equivalente ao Estado de Minas Gerais, deve nascer.

Que país é esse?


Escrito por Fábio Zanini às 14h13

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Acordes da Vida





Além dos mares, posso ver além de meus pensamentos, além de minha alma, além de meu futuro. Vontade de gritar e quebrar barreiras jamais alcançadas, evitar danos jamais evitados, ultrapassando o poder da mente, a velocidade de um golfinho, o bater das asas de um beija-flôr..ter o que nao se pode ter, além de esperanças e planos que não se concretizam além do esperado.... Oh! vida justa, injusta, ressuscita tudo que há de mais sagrado e pleno a ponto de fazer novas vidas alegres, novas vidas concretas, novos desafios válidos e alcançáveis. Superando cada expectativa de um novo começo, de um novo vôo, de um novo prazer.
Vôe para mais longe que puder, para o mais longe sonho impossível que se possa imaginar, a tudo cabendo um novo amanhecer cheio de vontade e fúria para vencer sem limites e sem pensar no que pode ou não acontecer.
Acordes inimagináveis e sons jamais ouvidos pelo ser humano, que num piscar de olhos te envolve e completa, te traduz ao mais alto Nirvana de emoções e sentimentos jamais sentidos, e jamais pensados existir.
Busco um novo ser a cada dia, ser a cada dia algo que não posso ser, ou viver algo que não posso viver, pois cada dia representa um ultimo dia de vida, um dia que ganhamos a mais ou perdemos a mais..
Carpie Diem, como se tudo fosse a ultima coisa que fizessem, como se viver fosse a coisa mais resplandescente desse mundo que só temos uma parte, desse mundo que é infinito não somente para nós, desse mundo que guarda surpresas a cada amanhecer e a cada anoitecer... "só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos", buscas isso e verás muito além do que possa imaginar. Sentirás muito mais do que já sentiu um dia, em cada ser, em cada olhar, em cada sorriso, em cada gesto.
Sentirais um cravo tocar em teu peito, um violino em teus pensamentos, um violoncelo em teus ouvidos e enfim construirá a mais bela melodia de todas, que te guiará para o restante de tua vida e de tua morte. Fazendo com que conquistes o inalcansável e assim possa viver pleno de amor, compaixão, respeito e alegria. Dando e recebendo a cada dia, atos e atitudes merecidas e por merecer.