POLTERGEIST PARA MAIORES
Alberto Manguel faz uma distinção entre terror e horror, valendo-se de uma afirmação da escritora Ann Radcliffe, uma das pioneiras desse tipo de relato, ainda no século 18:
“O terror e o horror possuem características tão claramente opostas que um dilata a alma e suscita uma atividade intensa de todas as nossas faculdades, enquanto o outro as contrai, congela-as, e de alguma forma as aniquila”. Apesar de não discordar, este departamento prefere as diferenças apontadas pela escritora carioca Heloisa Seixas, ela própria uma cultora do que chama “contos assombrados” e, em grande medida, responsável pela recente onda de antologias do gênero no mercado brasileiro, pois organizou e traduziu a primeira delas, Depois (Record), em 1998. Escreve ela, à guisa de introdução:
“O terror e o horror possuem características tão claramente opostas que um dilata a alma e suscita uma atividade intensa de todas as nossas faculdades, enquanto o outro as contrai, congela-as, e de alguma forma as aniquila”. Apesar de não discordar, este departamento prefere as diferenças apontadas pela escritora carioca Heloisa Seixas, ela própria uma cultora do que chama “contos assombrados” e, em grande medida, responsável pela recente onda de antologias do gênero no mercado brasileiro, pois organizou e traduziu a primeira delas, Depois (Record), em 1998. Escreve ela, à guisa de introdução:
“Qual seria a diferença entre história de horror e uma história de terror? Além da rima, essas duas palavras têm em comum o fato de que nos dão arrepios. Aliás, pelo menos uma delas – horror – vem do latim horrere, que quer dizer justamente arrepiar-se, estremecer. Mas a linha divisória entre uma e outra é de difícil definição. O horror seria talvez a resposta a uma realidade física horripilante. Como por exemplo, uma cena de assassinato ou tortura. Já o terror, forma mais poderosa de medo, seria o defrontar-se com o desconhecido – o sobrenatural”.
JORNAL DO BRASIL - Caderno idéias - Alvaro Costa e Silva
Então, depois desta sucinta explicação podemos constatar, ao meu entender, que nosso filme em questão, é de fato um Terror como eu imaginava, pois para mim está palavra “TERROR” é bem mais cruel, digamos.
Tive a idéia de colocar este post, depois de um vídeo postado pelo conhecido de Facebook Henrique, que nos fez lembrar o quanto temos medos escondidos que nem acreditávamos que tínhamos. Houveram alguns depoimentos e pude de fato constatar que já não se fazem filmes como “"Poltergeist - O Fenômeno", película de 1982”, mas claro o primeiro sempre é mais assustador. Deste sim sou fã incondicional. Simplesmente, todos concordaram que este filme, além de ser um clássico, trás mesmo um medo diferente dos filmes feitos atualmente. Mas por que, se a tecnologia de hoje é bem mais avançada? Será que perderam a mão? O que falta atualmente para se fazer um bom filme de Terror? Histórias, temos muitas!!! Você tem alguma?
Não sei se lembram, mas neste filme tudo está em seu devido lugar. A música, o maldito palhaço rodando em cima da cama, o fantasma descendo a escada, Carol Anne falando com a mãe pela TV, nossa, tudo está lá.
Enfim, que tal relembrarem o filme? Assistam em uma hora bem propícia, tipo, 03:00 da matina....heheheh Um bom cinéfilo assiste este filme umas dez vezes heheehe.
Agora vai ai algumas curiosidades, sobre o filme.
Após as filmagens dos três filmes (sim, é uma trilogia), 4 atores faleceram (dois deles foram atores dos filmes posteriores, portanto citarei apenas as duas que aparecem no primeiro filme):
- Heather O’Rourke no papel de Carol Anne (a menina que é “sugada” para o mundo espiritual através da televisão). Logo após as filmagens do terceiro Poltergeist, Heather com 12 anos simplesmente adoeceu gravemente. Foi levada ao hospital, submetida a uma cirurgia e puf. Morreu. Os médicos só descobriram qual era a doença depois que ela morreu.
- Dominique Dunne -no papel de Dana (a filha mais velha do casal, pais de Carol Anne) -morreu no mesmo ano das filmagens (1982) após ter sido brutalmente estrangulada pelo ex-namorado insatisfeito com o fim do namoro.
Resta fazer as famosas perguntas: o filme Poltergeist tem alguma influência sobre estas mortes? Seria coincidência Carol Anne vir a adoecer gravemente logo após o término da trilogia? E Dana?
Bom, pensem ai e me digam depois.
Esperamos que este clássico não seja refilmado, para não estragar as lembraças originais que sempre teremos dele. Quem é que quer esquecer o bom velhinho...?! hahahahah
Abraços, até breve!



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